I couldn't help at wonder....
O destino existe?
E não, não me refiro a essa ideia romântica, fatidica, de que nascemos com um caminho traçado, com um enredo já escrito, onde nos limitamos a interpretar o nosso papel....
Refiro-me a circunstâncias, a designios que nunca sabemos estarem-nos reservados, e a histórias às quais simplesmente não conseguimos fugir!
Olhando para tantos pedaços soltos que aqui já escrevi, para tantos dramas que digo que já vivi..sorrio! Aonde quer que vá, faça o que fizer, o resultado é sempre o mesmo; a minha praia é esta....sofrer!
Se é por me dar demasiado, se é por viver intensamente demais, se é por querer tudo e querê-lo já...O meu auto-conhecimento não chega a tanto! Mas a verdade é que se o destino existe, o destino parece trazer-me sempre de volta ao mesmo ponto...O que eu sempre pensei que estivesse reservado à adolescência de todos nós, todo aquele melodramatismo de se querer viver tantas mais vidas, tantas mais pessoas, tantos mais amores, ... parece-me perseguir desde então, com a previsão quase certa de que até na minha idade adulta irei padecer do mesmo mal...
Essa grande angústia de pensar!
Quem me conhece, e são poucos, sabem que sou uma mulher de paixões fogosas, que incandescem do nada e estranhamente se apagam com o desinteresse de quem não parece nunca se conseguir apegar a ninguém de verdade...Vêm e vão com o correr dos dias, como uma espécie de "novidade da semana" que me assolapou e que no dia seguinte já nem o nome pareço lembrar....
Depois há o outro lado, o extremo, que ano sim, ano não (estranhamente é um fenómeno sazonal) me faz encetar em amores impossíveis, daqueles que nem Freud se atreveria a estudar... Aqueles "amores que nos fazem mal" de tão doentios que o são, de tão intensos e avassaladores! A minha vida pára e o meu único objectivo passa a ser alimentar essa doença, essa obsessão de achar que a minha afeição é mezinha para todas as maleitas do sexo oposto...Ah...Os fracos e oprimidos! A minha grande fraqueza...
Qualquer mulher fugiria de todos esses homens, problemáticos, chorões, revoltados...Eu? Perco-me de amores por eles, e não desisito até achar que fiz de tudo para os "salvar"! No final a recompensa é sempre agridoce; eles tornam-se pessoas melhores, mais felizes...e eu fujo, com a sensação de dever cumprido, mas com a certeza de que vou adiando a minha felicidade para os outros poderem encontrar a deles!
Qualquer psiquiatra facilmente me diagnosticaria um caso grave de alguém que foge de relacionamentos sérios, e por isso mesmo se envolve sempre com as pessoas erradas...Mas tal não será necessário...tal diagnóstico já eu fiz há muito tempo!Mesmo que não andasse propriamente a "tomar a medicação"!
Agora, posso dizer que ultimamente tenho feito tratamento, auto-ajuda chamem-lhe o que quiserem, e estou melhor, pelo menos fujo desssas personagens malogradas das quais só consigo ter pena e nunca consigo amar. Recomendo-me! :DDD
"Meu amor não quero mais razões p'ra apagar
O que nasce e renasce e nos faz acordar
A locura faz medo se for medo o teu chão
Mas é ar e é terra dentro do coração
É ar e é terra dentro do coração"
Podem arrancar o actor que há um drama, mas nunca libertam o drama que há num actor.... Até nisso o meu egocentrismo não perdoa! :PPPP
E não, não me refiro a essa ideia romântica, fatidica, de que nascemos com um caminho traçado, com um enredo já escrito, onde nos limitamos a interpretar o nosso papel....
Refiro-me a circunstâncias, a designios que nunca sabemos estarem-nos reservados, e a histórias às quais simplesmente não conseguimos fugir!
Olhando para tantos pedaços soltos que aqui já escrevi, para tantos dramas que digo que já vivi..sorrio! Aonde quer que vá, faça o que fizer, o resultado é sempre o mesmo; a minha praia é esta....sofrer!
Se é por me dar demasiado, se é por viver intensamente demais, se é por querer tudo e querê-lo já...O meu auto-conhecimento não chega a tanto! Mas a verdade é que se o destino existe, o destino parece trazer-me sempre de volta ao mesmo ponto...O que eu sempre pensei que estivesse reservado à adolescência de todos nós, todo aquele melodramatismo de se querer viver tantas mais vidas, tantas mais pessoas, tantos mais amores, ... parece-me perseguir desde então, com a previsão quase certa de que até na minha idade adulta irei padecer do mesmo mal...
Essa grande angústia de pensar!
Quem me conhece, e são poucos, sabem que sou uma mulher de paixões fogosas, que incandescem do nada e estranhamente se apagam com o desinteresse de quem não parece nunca se conseguir apegar a ninguém de verdade...Vêm e vão com o correr dos dias, como uma espécie de "novidade da semana" que me assolapou e que no dia seguinte já nem o nome pareço lembrar....
Depois há o outro lado, o extremo, que ano sim, ano não (estranhamente é um fenómeno sazonal) me faz encetar em amores impossíveis, daqueles que nem Freud se atreveria a estudar... Aqueles "amores que nos fazem mal" de tão doentios que o são, de tão intensos e avassaladores! A minha vida pára e o meu único objectivo passa a ser alimentar essa doença, essa obsessão de achar que a minha afeição é mezinha para todas as maleitas do sexo oposto...Ah...Os fracos e oprimidos! A minha grande fraqueza...
Qualquer mulher fugiria de todos esses homens, problemáticos, chorões, revoltados...Eu? Perco-me de amores por eles, e não desisito até achar que fiz de tudo para os "salvar"! No final a recompensa é sempre agridoce; eles tornam-se pessoas melhores, mais felizes...e eu fujo, com a sensação de dever cumprido, mas com a certeza de que vou adiando a minha felicidade para os outros poderem encontrar a deles!
Qualquer psiquiatra facilmente me diagnosticaria um caso grave de alguém que foge de relacionamentos sérios, e por isso mesmo se envolve sempre com as pessoas erradas...Mas tal não será necessário...tal diagnóstico já eu fiz há muito tempo!Mesmo que não andasse propriamente a "tomar a medicação"!
Agora, posso dizer que ultimamente tenho feito tratamento, auto-ajuda chamem-lhe o que quiserem, e estou melhor, pelo menos fujo desssas personagens malogradas das quais só consigo ter pena e nunca consigo amar. Recomendo-me! :DDD
"Meu amor não quero mais razões p'ra apagar
O que nasce e renasce e nos faz acordar
A locura faz medo se for medo o teu chão
Mas é ar e é terra dentro do coração
É ar e é terra dentro do coração"
Podem arrancar o actor que há um drama, mas nunca libertam o drama que há num actor.... Até nisso o meu egocentrismo não perdoa! :PPPP

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